sábado, 10 de maio de 2008

...e a felicidade nem durou tanto, né?

13:15, terminei o primeiro trabalho de química que prometi copiar (yeah! m-a-n-u-s-c-r-i-t-o!!!) pra dependência da Cris... Por quê? "Ah, porque ela tá grávida!". É isso que eu tou dizendo pra todo mundo que me pergunta o por quê de eu estar fazendo trabalhos da matéria da minha grade escolar que eu mais odeio... Mas o caso é que amigos são pra tudo no mundo, até pra química.
Ontem teve o churras na casa da Amanda. E só não foi perfeito porque as minhas dores não permitiram. Ontem eu ri, eu chorei e tentei convencer uma mulher de 40 anos (a tia Rose) que a filha já tinha idade mais que suficiente pra assumir um namoro e ainda sem dar cabo dos estudos. Bom, eu tentei. Ontem eu me senti suja o suficiente pra entrar em casa aos prantos 7 da noite e me enfiar debaixo do chuveiro por meia hora... Ontem eu fiz de tudo pra esquecer, ontem eu fiz de tudo pra tentar não perceber e não gritar e não dar pitti perto de ninguém que não eu mesma... num dia que não era pra ser meu... Ontem eu fiz de tudo pra não externar as verdades que o Cláudio realmente está precisando escutar. Ontem eu fui mais forte do que eu conseguiria em muito, muito tempo. Ontem eu fui falsa comigo mesma e com o que eu sinto de verdade. Ontem eu escutei sem vontade alguma de opinar ou me envolver, opinando e me envolvendo. Ontem eu me confundi mais, me anestesiei mais, fechei mais os olhos... compliquei mais. Ontem eu assumi que pessoas estão indo embora, e outras me levando consigo.
Não quero mais ter vivido o dia de ontem, não quero mais ter acertado ou errado, só quero acordar e fazer- definitivamente- tudo diferente.
Custava me abraçar um pouquinho? Custava não brisar com aquelas MINHAS músicas, me fazendo pensar que no que ele pensava era em Marcelly e ex-mulher? Ah, por favor não me subestimem! Francamente!
Acho que no fundo mesmo, mal vejo a hora deste ano ir embora... simplesmente ir e me deixar menos, menos marcas do que eu mereço carregar.
E que segunda-feira ande logo pra me devolver aquele quê de "everything is gonna be alright" no qual nem eu mesma consigo acreditar plenamente...
E que eu não me esqueça de que a minha teoria de amores vêm e vão nunca esteve tão fundamentada...
E que eu não me sinta mais culpada, que eu não me machuque tanto, que eu consiga me adaptar, que eu não me obrigue a ouvir Janis Joplin e Cássia Eller mais nenhuma vez hoje pra me sentir mais poderosa, mais homem, menos mulher.. Que eu não resolva quebrar a cara do Paulo-de-Silveiras por simplesmente me ignorar e fazer de conta que eu não existo. Que eu não me martirize mais, que ela não me martirize mais. Que a vida corra bem daqui pra frente, que a Caroline resolva desabafar o que ela precisa... mas que ninguém mais me faça depósito de frustrações e desafetos... porque eu me perderia... e acho mesmo que ninguém se disponibilizaria a encontrar...
"Só quero alguém que me dê as mãos... e chocolate."

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