segunda-feira, 5 de maio de 2008

Maio

Um desespero absurdo que agora toma conta de mim, sabe-se lá de onde vem, me tira a concentração, a emoção e faz escorrer pelo ralo toda a sólida segurança que eu construi durante todo esse tempo de pé.
Foi essa sensação horrível que me fez querer gritar na aula de matemática, me fez querer entrar na minha blusa e sumir antes que alguém pudesse realmente notar a minha presença. Eu estava tão certa de mim...
Mas claro que tudo isso tem que vir pra me dizer que tudo é tão passageiro quanto essa sensação. É realmente necessário fazer com que eu feche os olhos e reveja todas as cenas? Eu não gostei do filme! Mas tá passando agora... eu vejo cada detalhe, eu lembro cada palavra, eu sinto cada arrepio que me fez querer morrer (não, não é uma hipérbole!). E hoje o ar faltou e eu parei pra sentir meu coração bater. Como eu fiz várias vezes quando não conseguia acreditar ou entender. E quando ela me escreveu que era tudo um pesadelo que logo iria passar... eu vi que não era um pesadelo. Já foi real. E eu não sei como fazer ir embora sem que eu vá junto.
E as coisas que aconteceram, Tigre ou Peste não fazem a menor diferença quando EU não estou respirando!
Ando digitando demais, pretendo voltar a escrever no caderno.
Tô me sentindo uma criança acuada. Que merda! Eu não consigo nem ao menos chorar! Aperta, aperta, aperta, aperta e aperta! E as músicas não ajudam, as pessoas não ajudam, a situação não ajuda, os dias não ajudam. Eu não ajudo. Que pensem que é drama, porque enquanto eles me olham e pensam isso, eu tenho tempo pra pensar na disculpa que eu vou dar por estar mentindo.
Em que mundo eu fui me trancar?
Se alguém estiver vendo a porta, faz o favor de me indicar a direção. Eu agradeço.

Boa tarde.

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