segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ai, faz tanto tempo que não posto decentemente.
Droga. Ontem até tentei, mas sabe quando tudo o que se escreve parece psicologia barata, plágio das idéias de alguém? Taí. Tenho me sentido muito assim ultimamente. Li num lugar que se sentir sem lugar é crise de identidade. Poxa, puta crise ferrenha então! Por vezes se encontrar é muito válido. Mas quer saber? Eu tou bem assim... perdida. Pelo menos não preciso dar satisfações à mãe nenhuma, pai nenhum, nem namorado nenhum (mesmo porque eu não tenho um). É, beleza de vida.
Ando muito light, por sinal. Pelo menos hoje. Sexta e sábado tive crises intermináveis de "estou sozinha sim! E não me venha com esse papinho!" e "me deixem sofrer em paz". Mas aí, quando a gente resolve olhar pro lado... quero dizer, pra rua, pra África, pra meninas mortas por namorados... você descobre que é um emocore em potencial.
É. Passei a manhã lendo a Alê, dando F5 nos e-mails e procurando pessoas interessantes nos contatos de MSN online (em vão).
Antes de acordar, jurei por Deus que se a Danielle estivesse online, eu a desbloquearia e falaria todas as verdades que fosse possível dizer. Ela não estava. E se estivesse, eu não faria nada disso. Só por hoje me lembrarei de que é perda de tempo. Uma GRANDE perda de tempo.
Estou feliz, mesmo não estando bem. Li uma coisa... tipo "eu sou feliz por mim mesma, e não há quem interfira em minha felicidade". Achei bonito. Resolvi tentar.
Ex, ex, ex namorado na cola. Alguém acredita nisso? Eu não acredito. Tá ligando, mandando mensagem, e-mail e dizendo coisas do tipo "destino traçado" e "eu sempre te amei".
Hoho. Poupe-me, sim? Que ridículo. Acho que permito porque acho engraçado. E porque faz bem pro meu Ego. Nada que me abale. Nem minimamente.
Carol e eu conversamos, decidimos que a Danny ainda não está merecendo a morte dolorosa que eu estava planejando e que se gelo não é o melhor pra ela, talvez uma conversa amigável venha a significar uma boa solução. Mesmo que a morte por espancamento, dolorosamente articulada, tenha me causado espasmos de prazer.
Agora pouco dei banho na Rô, a minha centenária de 15 anos. Coitadinha! Tinha que ver como ela oferecia pouquíssima resistência ao sabão no olho. Era quase como se não sentisse dor. A Rô chegou à um estágio muito superior a isso, sabe. Quase um Nirvana. Pobre Rô. Talvez o último sabãozinho no eye.
;P Mentira! Ela ainda viverá décadas!
Com ELE, tudo anda bem. Ele está meio estranho nos e-mails. Mas me ignore com esse tipo de comentário. Tá todo mundo CARECA de saber que eu tenho dessas coisas. Mas no geral tudo bem. Acho estranho ele sumir. E minha cabeça sempre trabalha. Ainda mais com tudo que se sabe dos homens e da capacidade absurda que a maioria deles tem de fazer a nós, mulheres de bem, loucas obsessivas.
Ah, mas pareço outra pessoa quando estou com ele. Eu não penso, eu apenas faço. E acredito, e entrego, e amo... E não tenho mais medo nenhum. E estou apenas ali. Entre os braços dele, aqueles braços que me apertam e parecem me amar também.
Mas aí quando eu saio de lá e dou uma olhadinha pra trás, não é mais aquela irracionalidade que eu encontro. É um mixto de solidão, amor sem correspondência, vazio, intensidade- muita intensidade e saudade do que nunca foi. Mas no fim, eu nunca me importei. Nunca.
Não escolho pertencer ou não àquele homem. Contrangedora e assustadoramente, é ele quem me escolhe ou não. É ele que diz ou não se quer que eu fique mais um segundo, algumas horas, dias, ou a vida inteira esperando por um olhar, um beijo, um abraço, alguns minutos de atenção.
E eu ainda não desisti de estar no controle. Juro que não. Dia atrás de dia, eu crio mantras e auto-sugestões conscientes e todo o tipo de coisas absurdas. Que se dane.
Que-se-dane!
Se quer saber, eu ando parecendo meio louca. Seriamente louca.
Francamente, que dera. Se um dia eu endoidar, saio rogando pragas e tacando pedras pelada no calçadão. Ai, me faz bem só pensar nisso.
Beijos de saudade.
;*

Um comentário:

kah. disse...


Definitivamente, vocÊ AHAZA quando posta!!